Guia · 2026-10-10T00:00:00.000Z
Slugs legíveis, e os que você não deve trocar
Como um título vira endereço, o que fazer com acento e por que slug publicado não se “melhora” no escuro.
Um slug é o pedaço humano da URL. “Ação de Graças!” não precisa aparecer como %C3%A7 no meio do endereço que alguém dita no telefone. O gerador de slug faz a transformação chata: tira acento, põe em minúsculas e troca o resto por hífen.
O acento sai pela mesma regra do removedor de acentos. Ç vira c. Isso dói em “ação”, e mesmo assim é o combinado que planilha, e-mail e sistema antigo sobrevivem. URL com acento funciona no navegador e quebra na hora em que alguém cola num lugar que já decodificou uma vez a mais.
Números ficam. Pontuação e emoji viram hífen e, se não sobrar letra, somem. “2026: o ano” vira 2026-o-ano. Eu não removo “de”, “da” ou “para”. Tirar conectivo deixa o slug mais curto e muda o endereço. Se o texto já foi publicado, curto não compensa link quebrado.
A regra que mais economiza arrependimento: slug é estável. Escolha na publicação, com o título já revisado. Se o título mudar de “como contar” para “como medir”, o H1 pode mudar e o slug fica. Redirecione só quando houver um motivo forte, e faça o endereço antigo apontar para o novo. A ferramenta não publica e não redireciona. Ela só mostra a string.
Maiúscula no meio do slug não ajuda busca e atrapalha quem compara URL à mão. O gerador força minúsculas. Se o seu CMS não faz isso, faça antes de colar.
Dois hífens seguidos são um sinal de pontuação dupla no título, como “fim — e começo”. A página junta. Leia o resultado em voz alta. Se não der para ditar, o título está carregado demais para virar endereço, e o problema não é o hífen.